'Esse acidente não é uma fatalidade', disse superintendente do MTE.
Apuração 'rigorosa' será feita no local para identificar responsáveis.
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A Construtora Tardelli, empresa responsável pelas obras do novo anel viário de Piracicaba (SP), recebeu ao menos 40 autuações referentes a irregularidades com relação a saúde e segurança dos trabalhadores. De acordo com o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no estado de São Paulo (SP), Luiz Antonio Medeiros, que passou essa informação em coletiva a imprensa na tarde desta terça-feira (2), as multas foram aplicadas entre setembro e o final de junho. Três operários morreram, cinco ficaram feridos e dois continuam desaparecidos no leito do Rio Piracicaba após o desabamento de parte da estrutura que sustenta uma ponte em construção no trecho. Bombeiros retomaram as buscas na manhã desta quarta-feira (3).
O acidente aconteceu nesta segunda-feira (1º) e foi o segundo nas obras do anel viário desde maio deste ano, quando dois funcionários ficaram feridos após o rompimento de um cabo de sustentação.
Os operários trabalhavam no local, que fica na Rodovia Laércio Corte (SP-147), quando uma pilastra de sustentação de concreto, vigas do mesmo material e um equipamento caíram. Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para descobrir o que aconteceu e apontar responsáveis.Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas no rio. Três corpos foram localizados, mas não foram removidos por estarem presos entre estruturas metálicas e de concreto.
Os corpos estão a menos de dois metros de profundidade. As obras estão suspensas por pelo menos seis meses, informou o superintendente do MTE. A concessionária Rodovias do Tietê informou na tarde desta terça-feira (2) que contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para realizar uma perícia técnica paralela nas obras do novo anel viário.
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Todas as autuações aplicadas pelo Ministério do Trabalho de Piracicaba são referentes a obra do anel viário. Questionado sobre o motivo que não paralisar o projeto antes, Medeiros disse que a empresa corrigia o solicitado. “A empresa corrigia as autuações, pagava ou recorria. Foi advertida várias vezes e chegou a ser embargada quatro ou cinco vezes. Portanto, a situação é muito grave.”
Punição
O superintendente afirmou que a fiscalização para identificar os responsáveis será rigorosa. Disse ainda que alguém tem que pagar pelas mortes dos trabalhadores e responder judicialmente e criminalmente pelo fato.
O superintendente afirmou que a fiscalização para identificar os responsáveis será rigorosa. Disse ainda que alguém tem que pagar pelas mortes dos trabalhadores e responder judicialmente e criminalmente pelo fato.
“Isso não pode ficar assim, alguém tem que pagar. Conversei com a fiscalização e vou pedir um laudo, provavelmente da Unicamp, para apurar o que aconteceu. Não temos pressa em liberar as obras. O trabalho de apuração aqui deve demorar uns seis meses", relatou Medeiros.
De acordo com o superintendente, a responsabilidade do acidente é da empresa. “Embora tenhamos feito as fiscalizações, ninguém do Ministério do Trabalho podia imaginar que o vão central da ponte iria cair. Isso é uma questão de engenharia. O que nós podíamos fazer, nós fizemos e agora vamos ser absolutamente rigorosos, porque o Ministério do Trabalho advertiu. Era para empresa tomar providências e não ter deixado chegar onde chegou. Portanto, as pessoas responsáveis terão que pagar."
'Não foi fatalidade'
Medeiros afirmou ainda que o que aconteceu não foi uma fatalidade. “Esse acidente não é uma fatalidade. Seguramente, trata-se de uma falha de engenharia. O desastre poderia ter acontecido durante a inauguração, com carros passando. A tragédia poderia ser ainda maior.”
Medeiros afirmou ainda que o que aconteceu não foi uma fatalidade. “Esse acidente não é uma fatalidade. Seguramente, trata-se de uma falha de engenharia. O desastre poderia ter acontecido durante a inauguração, com carros passando. A tragédia poderia ser ainda maior.”
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Construtora
Marco Antônio de Campos Vieira, gerente de recursos humanos da Construtora Tardelli, de Itapetininga (SP), que é responsável pela obra do anel viário, disse que dos cinco funcionários que ainda estão no Rio Piracicaba três são da empreiteira e dois de uma empresa terceirizada. Em relação às 40 multas aplicadas desde setembro do ano passado, ele afirmou que a empresa atende as normas de segurança e que "possíveis problemas já foram corrigidos".
Marco Antônio de Campos Vieira, gerente de recursos humanos da Construtora Tardelli, de Itapetininga (SP), que é responsável pela obra do anel viário, disse que dos cinco funcionários que ainda estão no Rio Piracicaba três são da empreiteira e dois de uma empresa terceirizada. Em relação às 40 multas aplicadas desde setembro do ano passado, ele afirmou que a empresa atende as normas de segurança e que "possíveis problemas já foram corrigidos".
Concessionária
A concessionária Rodovias do Tietê, que administra o trecho, informou via assessoria de imprensa que contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para realizar uma perícia paralela no local, que já foi vistoriado por agentes da Polícia Científica.
A concessionária Rodovias do Tietê, que administra o trecho, informou via assessoria de imprensa que contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para realizar uma perícia paralela no local, que já foi vistoriado por agentes da Polícia Científica.
Sobre a interdição da obra por seis meses, a concessionária, a Construtora Tardelli e a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) relataram que ainda não foram comunicadas oficialmente.




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