quinta-feira, 20 de junho de 2013

Protesto em Piracicaba está marcado para hoje á tarde

PM não usará bala de borracha em protestos em Piracicaba, diz major

Os policiais devem seguir orientações do governo durante ato nesta 5ª.
Guarda Municipal resguardará patrimônio público, segundo o comando.


Prefeito Gabriel Ferrato, Major Adriana Sgrigneiro da PM e Comandante da GM Silas Romualdo em reunião (Foto: Fernanda Zanetti/G1)Gabriel Ferrato, major Adriana Sgrigneiro e o comandante da GM em reunião (Foto: Fernanda Zanetti/G1)
A major da Polícia Militar Adriana Sgrigneiro disse durante reunião com estudantes na Prefeitura de Piracicaba (SP) na noite desta quinta-feira (19) que não haverá disparo de balas de borracha durante a manifestação contra o reajuste da tarifa de ônibus marcada para a tarde desta quinta-feira (20). Segundo a major, a PM local irá seguir a determinação do governo do estado.
O novo comandante de Policiamento do Interior na região (CPI-9), o coronel César Branco Araújo, da PM, disse ao G1 na manhã desta quarta-feira (19) que os policiais vão acompanhar manifestações de forma imparcial, e só estão orientados a intervir se houver ações violentas de qualquer parte durante os protestos.
“Desde o começo do ano estamos acompanhando protestos e não agimos. Dessa vez não será diferente. Caso haja algum problema, em primeiro lugar tentaremos o diálogo. A intenção é que todos cheguem bem e saiam bem do protesto", relatou a major da PM.
O comandante da Guarda Municipal, Silas Romualdo, também falou sobre como devem se comportar os agentes da corporação. “Os guardas foram orientados a não rebater provocações e a evitarem o confronto”, disse. O capitão ressaltou ainda que danos ao patrimônio público não serão aceitos. "Se isso ocorrer, os GMs vão tomar providências."

Comando diz que PM agirá se houver violência em protestos em Piracicaba

Novo comandante do CPI-9 afirmou que Polícia Militar deve ser imparcial.
Para integrante do Pula Catraca, movimento é pacífico e está estimulado.


Coronel Cesar Branco Araújo comanda o CPI-9 (Foto: Leon Botão/G1)Coronel César Branco Araújo assumiu Comando
de Policiamento na região (Foto: Leon Botão/G1)
manifestações contra alta na tarifa de ônibus em Piracicaba (SP) de forma imparcial, mas está orientada a intervir se houver ações violentas de qualquer parte durante os protestos, segundo afirmou nesta quarta-feira (19) o coronel César Branco Araújo. Ele assumiu o Comando de Policiamento do Interior na região, o CPI-9, nesta semana.
O Pula Catraca, grupo que realiza desde janeiro manifestações em Piracicaba contra o reajuste de R$ 2,60 para R$ 3 na passagem, planeja ato para a tarde de quinta-feira (20) no Centro da cidade. O movimento fez passeata na noite de terça-feira (18) após encontro com o prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) ter fracassado. A Guarda Municipal diz que viatura foi danificada e manifestante afirmou que houve truculência dos guardas.
De acordo com o comandante Araújo, a PM vai acompanhar o protesto desta quinta de forma preventiva para que o manifesto ocorra de forma pacífica. "Temos que zelar pelo direito à manifestação, mas também pela ordem, pelo bem-estar da população e pelos patrimônios estadual e privado", disse. Já a Guarda ficará responsável pelos bens da Prefeitura.
Se acontecerem atos violentos, porém, o comandante disse que os Policiais Militares terão de agir com força e meios proporcionais às ações. "Ninguém quer entrar em confronto com a polícia, que também não quer agredir ninguém, mas se alguma violência for provocada teremos que coibir."
Integrante do Pula Catraca, o professor Arary Galvão afirma que o grupo é pacífico e que após o fracasso da reunião com o prefeito, que não aconteceu, "o movimento está mais estimulado". Segundo Araújo, a PM espera que manifestantes que pretendem manter a ação pacífica ajudem a polícia a identificar as pessoas que eventualmente pratiquem atos violentos.
Movimento Pula Catraca realizou passeata entre a sede da Prefeitura e o Terminal Central de Integração na tarde desta terça-feira (18) (Foto: Fernanda Zanetti/G1)Manifestantes em frente ao Terminal Central Integração de Piracicaba nesta terça (Foto: Fernanda Zanetti/G1)


Estudantes se reúnem com o prefeito e pedem 'paz' para ato em Piracicaba

Protesto desta 5ª será pacífico, diz grupo independente do Pula Catraca.
Integrantes percorrerão escolas e faculdades para chamar outros alunos.


Ferrato recebe estudante em reunião sobre manifestação do preço do transporte (Foto: Fernanda Zanetti/G1)Estudantes se reuniram na noite desta quarta-feira com o prefeito de Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1)


Um grupo formado por cinco estudantes se reuniu na noite desta quarta-feira (19) com o prefeito de Piracicaba (SP), Gabriel Ferrato (PSDB), para falar sobre o protesto marcado para a tarde desta quinta-feira (20) contra o aumento da tarifa de ônibus. Eles pediram que não haja violência por parte das polícias e disseram que vão percorrer escolas da cidade para incentivar outros estudantes a participarem do ato público.
O grupo é independente do movimento Pula Catraca, que na tarde de terça-feira (18), após uma reunião fracassada com Ferrato, realizou uma passeata entre a Prefeitura e o Terminal Central de Integração (TCI) para protestar contra o reajuste da passagem de ônibus de R$ 2,60 para R$ 3 (a venda a bordo do veículo, porém, custa R$ 3,40).
"Estamos aqui para dizer que vamos participar do ato nacional em Piracicaba, mas de maneira pacífica e sem violência", disse o universitário Rafael Lacerda, de 23 anos, um dos integrantes do Bloco dos Estudantes pela Paz e Contra o Aumento, cujos participantes devem comparecer ao manifesto vestidos com roupas brancas.

O encontro com o prefeito ocorreu a pedido dos estudantes, de acordo com a Secretaria Municipal de Governo. O bloco mobiliza participantes para o protesto principalmente pela internet, por meio de redes sociais, mas também percorre faculdades e classes de ensino médio de escolas públicas e privadas para falar sobre a manifestação e incentivar a participação dos alunos.
"Na abordagem, deixamos claro que será um ato pacífico", reforçou Lacerda. As visitas às escolas ocorreram nesta quarta-feira e devem ser realizadas nesta quinta-feira até horas antes do início da manifestação, prevista para começar às 17h.


fonte de todas as matérias no G1

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